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O ciclo de vida dos cupins

A revoada dos cupins está relacionada com fatores como calor e alta umidade do ar. Por isso, é comum haver revoadas durante a primavera e o verão. Elas ocorrem geralmente no final da tarde e à noite, quando os cupins alados são atraídos por fontes de luz artificial. Assim, é comum, em dias quentes e úmidos, que nossas casas se encham de aleluias, quando o sol se põe e deixamos as luzes acesas.

Os pares se formam durante a revoada. Assim que um macho e uma fêmea se encontram, eles perdem as asas e um passa a seguir o outro, tocando-o no abdômen com suas antenas e palpos. Após apresentarem esse comportamento, o casal inicia a busca de um local adequado a fim de formar uma nova colônia. Rachaduras em paredes ou pequenos orifícios presentes em peças de madeira são locais bastante propícios à formação de uma nova colônia. Quando o local ideal é encontrado, o casal real começa a escavação do ninho, produzindo uma primeira galeria e uma “câmara nupcial”. Ocorre, então, a cópula. O corpo do rei não sofre grandes alterações morfológicas, mas a rainha se transforma de maneira significativa, adquirindo um abdômen exageradamente grande, devido ao desenvolvimento de seu aparelho reprodutor. Esse fenômeno é denominado fisiogastria.

Após a cópula, a rainha coloca os primeiros ovos. O desenvolvimento embrionário dos novos indivíduos pode ser longo, variando entre 24 e 90 dias em algumas espécies. Os cupins são considerados insetos paurometábolos, ou seja, seu desenvolvimento ocorre através de metamorfose incompleta. Dos ovos saem os primeiros jovens, que são parecidos com os adultos, mas possuem algumas diferenças morfológicas. Eles são ainda imaturos, não são pigmentados e não possuem brotos alares. Esses jovens passarão a se desenvolver e, para isso, sofrerão sucessivas ecdises (processo através do qual um artrópode se livra do exoesqueleto para poder crescer).

O estágio entre duas ecdises é denominado ínstar. Em um determinado ínstar, forma-se um jovem denominado ninfa. As ninfas possuem algumas características peculiares como presença de olhos e brotos alares. Esses indivíduos sofrerão algumas transformações e originarão novos membros da colônia, como soldados, operários, reprodutores de substituição e reprodutores alados.

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Figura 2: Ciclo de vida dos cupins

 

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