Considerações - Cupim
Verdades e mitos sobre os riscos de uma infestação
De um modo geral, ao se falar em cupim, é comum associá-los a pragas responsáveis por consideráveis danos em construções urbanas e áreas agrícolas. Deve-se lembrar, entretanto, que a maior parte dos cupins é benéfica para o ecossistema. Em seu ambiente natural, muitas espécies atuam como decompositores de madeira e são importantes para a melhoria da qualidade do solo. Assim, a espécie só pode ser considerada praga, quando se prolifera de maneira descontrolada, o que geralmente ocorre fora de seu ambiente natural.
Nesse caso, deve-se preferir formas de combate e métodos preventivos com o mínimo possível de riscos de contaminação. Uma infestação, dificilmente coloca em risco a integridade de uma construção. Portanto, deve-se dimensionar bem a quantidade de inseticida utilizado para combatê-la. Quando se superestima uma área de infestação, é comum se fazer uso de uma quantidade exagerada de inseticida, colocando em risco o ambiente e a saúde das pessoas que frequentam o local.
Uso de inseticidas X resistência dos cupins
Um dos grandes problemas com relação ao combate aos cupins refere-se ao uso de inseticidas sem a orientação de um profissional qualificado para esse fim. Na maioria das vezes, quando se usa inseticida por conta própria, ocorre uma eliminação parcial dos cupins, pois raramente se atinge seu ninho. Além disso, o uso inexperiente de inseticidas pode colocar em risco a saúde das pessoas que transitam pelo local.
Outra grave conseqüência do uso inadequado de inseticidas é o fato de que alguns cupins da colônia podem apresentar resistência contra o produto, de modo que esse poderá vir a se tornar ineficaz no futuro. Os cupins, como todos os outros seres vivos, estão em constante pressão para se adaptar ao meio. Dentre os indivíduos de uma espécie, o mais adaptado ao meio ambiente sobrevive e passa sua herança genética aos seus descendentes. Dessa forma, o uso constante de um determinado inseticida pode selecionar positivamente os indivíduos que não são afetados pelo produto. Então, esses passarão a se reproduzir, gerando uma descendência resistente ao inseticida.
|