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Espalhadas pelo mundo, há cerca de 3000 espécies de cupins, principalmente em áreas de clima tropical e subtropical. Há ainda algumas espécies adaptadas para viver em regiões desérticas e em climas temperados. No Brasil, temos ao todo cerca de 280 espécies e dentre elas apenas cerca de 10% afeta negativamente o ser humano (Figura 1). De um modo geral, os cupins são conhecidos como terríveis pragas urbanas e rurais, entretanto, apenas poucas espécies podem ser classificadas dessa forma.

cupim

Figura 1: Número de espécies de cupins mundial, brasileiras e considerados pragas no Brasil.

A seguir, serão citadas as principais espécies que ocorrem como praga o Brasil, sobretudo no Estado de São Paulo:

Tabela 1: Principais famílias e espécies de cupins praga no Brasil

Família
Espécie
Tipo de Cupim
Kalotermitidae Criptotermes brevis
Criptotermes spp
Cupins de madeira seca
Rhinotermitidae Coptotermes gestroi
Heterotermes tenuis
Heterotermes longiceps
Heterotermes assu
Cupins subterrâneos
Termitidae Microcerotermes sp.
Syntermes nanus
Syntermes spp.
Cornitermes cumulans
Cornitermes silvestrii
Cornitermes bequaerti
Cupins de montículo
Nasutitermes corniger
Nasutitermes spp
Cupins arborícolas

As espécies acima citadas podem ser consideradas pragas quando se proliferam de maneira exagerada nas áreas urbanas ou rurais. Quando isso ocorre, a intervenção humana se faz necessária para combatê-las, pois grandes infestações podem causar estragos significativos nas habitações e outras construções urbanas. Nesse caso, deve-se adotar o método mais adequado para combatê-las, de modo a causar o menor impacto ambiental possível. O uso indiscriminado de inseticidas pode ser considerado um problema, pois esses produtos geralmente possuem alta toxicidade, colocando em risco a saúde das pessoas e contaminando o meio ambiente. Para que haja um combate realmente efetivo das espécies infestantes, é necessário conhecer algumas informações acerca da biologia dos cupins. Tal conhecimento pode ser útil quando se deseja buscar a estratégia mais eficiente para se acabar com a colônia.

a) Kalotermitidae:
Os cupins da família Kalotermitidae são conhecidos como cupins de madeira seca. Não possuem operários verdadeiros e não formam ninhos. Alimentam-se de madeira e derivados que contenham celulose e possuem o hábito de escavar túneis que lhes servem de abrigo contra os perigos do meio externo. Em ambiente natural, podem ser encontrados em árvores vivas ou mortas, sendo importantes na decomposição da celulose. Em área urbana, podem infestar mobílias e madeiras de construção em geral. A espécie que mais causa prejuízos financeiros ao homem é Cryptotermes brevis, considerada a segunda maior praga entre os cupins da região Sudeste do Brasil.

b) Rhinotermitidae:
A maior parte dos cupins da família Rhinotermitidae é formada por espécies subterrâneas. Na natureza, esses animais constroem seus ninhos embaixo da terra e consomem madeira de árvores vivas ou mortas. Em meio urbano, podem atuar como pragas quando se propagam de maneira descontrolada, fazendo seus ninhos sob as casas ou nas paredes das construções. A espécie mais importante é Coptotermes gestroi, considerada a principal praga dentre os cupins do Sudeste do Brasil.

c) Termitidae:
A família Termitidae abrange diversas subfamílias e espécies. Fazem parte dela os cupins de montículo, que podem infestar pastagens. A principal espécie é Cornitermes cumulans, que, em ambiente natural, ocorre no cerrado e não se prolifera de maneira exagerada. Além dos cupins de montículo, a família Termitidae também compreende os cupins arborícolas, que recebem essa denominação devido ao hábito de construírem seus ninhos sobre as árvores.

 

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